Cada dia mais e mais dúvidas aparecem em relação ao que farei no vestibular (e, lógico, na universidade). Preciso decidir se quero viver debruçada sobre uma pilha de livros (o que não seria tão ruim assim...) analisando minunciosamente a vida e a obra e os ilustres pensamentos de filósofos de eras remotas, se quero me aprofundar no patriostismo (ou falta dele) de alguns líderes , se quero ver pedaços de flechas dos índios munducurus que viviam na floresta Amazônica antes dela se chamar assim, se quero organizar -por horas intermináveis, diga-se - arquivos empoeirados e velhos de bibliotecas sem-dono, ou se não quero nada disso, me canso e vou viver entre as formas de vida mais "escrotas" (as aspas desempenham uma importante função em textos pseudo-interessantes, principalmente quando estes textos são escritos por uma 'semi-museólogahistoriadora" na Belle Époque brasileira [ironias à parte, querido leitor]. Agora, sem tempo, explicação para o uso das mesmas: escrotas no sentido de simples genéticamente[sim, e eu sou o que?]). Minha dificuldade em tomar decisões realmente não interessa a ninguém que não conjugue o verbo "conhecer" na primeira pessoa do singular com o pronome oblíquo "te" antes, mas o blog é meu e escrevo nele as besteiras existencias que bem enteder, certo? Então, se quiser desistir da leitura (cansativa, eu sei) ainda há tempo. Vamos, vá tomar um sorvete e escutar música erudita e me deixe aqui divagando sozinha.
Se já não bastasse a incessante revolta interior em ter que escolher uma única coisa para a qual me dedicarei no mínimo (inocência a minha) quatro anos, ainda surge automaticamente o "problema" do "trabalhar para viver". Sabe-se que o ócio - e isso foi um assunto constante entre os filósfos- é útil, nos faz ter tempo para pensar sobre as questões mais profundas dos assuntos mais simples. Porém, como viver no ócio nesse sistema capitalista que, para se ter uma vida no mínimo suportável, se precisa trabalhar oito horas por dia com apenas quinze minutos de intervalo para um café preto sem açúcar? Não sei se acredito na frase: "o trabalho edifica o homem". E, ao pensar nessa frase, me vem à cabeça coisas muito diferentes do que "trabalho como obrigação". Penso em trabalho como lazer, e, puxa!, seria tão bom se todos pensassem realmente assim (não, não acredite tanto nessa afirmativa). Estudar, trabalhar, participar das paranóias do mundo atual por, apenas, prazer. Eu quero viver para viver, e não para fingir que sou "feliz" (e alegre, e satisfeita, e todos esses adjetivos bonitinhos que existem por aí) com o pouco material que "conquistei". Ohh, Belle Époque da minha vida, mostre-se aqui, agora, e sempre. Me ajude a ter tempo para o ócio, e a ter uma profissão para quando cansar dele.
quinta-feira, agosto 30, 2007
segunda-feira, agosto 27, 2007
Medo de;
Semana passada senti medo. Medo de não conseguir mais escrever (não, não redações "de vestibular"), não saber (ou não ter a tão necessário vontade [inspiração, se diz] de) passar as soltas palavras para um lugar fora do invísvel fio de idéias intocadas. Medo de que os "momentâneos acessos" de criatividade cessacem, dando lugar a um cômodo e doce repouso. E não deve-se querer repousar, deve-se querer a agitação mais frenética dos pensamentos, as dúvidas mais corrosivas, os medos mais bloqueantes, as quimeras mais utópicas, a pureza mais infantil, a graça mais singela. Só assim as palavras surem. Só assim o ato se concretiza.
O tempo é efêmero; as atividades necessárias (nem por isso desejadas) são muitas. E assim, como encontrar uma brecha para uma caneta lasciva(do Latim " lascivu"-saltitante)e um papel em branco? A cada instante parece mais difícil escolher entre o bem concreto do presente e o bem relativo do futuro.
O tempo é efêmero; as atividades necessárias (nem por isso desejadas) são muitas. E assim, como encontrar uma brecha para uma caneta lasciva(do Latim " lascivu"-saltitante)e um papel em branco? A cada instante parece mais difícil escolher entre o bem concreto do presente e o bem relativo do futuro.
domingo, agosto 12, 2007
sobre estudar
Um dos assuntos mais adorados pelos vestibulandos é o tempo gasto nos estudos. Há pessoas que se vanglorizam por passarem mais de cinco horas sobre os livros, já outras acham legal demais dizer que "estudar é para os fracos". Ora, não acho que o tempo influa tanto assim na aprovação. O que dita se alguém vai entrar para uma faculdade (enfatizando as federais) é o quanto aquela pessoa sabe, e isso não é determinado somente pelas horas de estudo. Estudar excessivamente prejudica (não só os estudos...), pois deixa-se de fazer outras coisas que antes eram prioridade e assim acaba-se criando um estado de grande cansaço e tensão nervosa. Claro, ninguém passa num veetibular federal sem estudar (o mínimo que seja). Mas não adianta passar os últimos três meses antecedentes ao da prova esquecendo de viver, trancado no quarto sobre uma pilha de cadernos e livros, se não se importou com os sete/oito anos anteriores de ida à escola. O ser humano se constrói pelo conhecimento que adquire.
quarta-feira, julho 18, 2007
A vida
Afinal, qual seria o ápice da vida? Será que para todos esse momento "mais alto" é igual, ou cada pessoa faz o seu próprio pódio? Algumas pessoas consideram o nascimento como o grande ápice da vida de todo ser-humano. Discordo. Para mim o ápice é a morte. E isso me parece óbvio. Pensemos: qual a finalidade de viver? Morrer. Fácil até aqui, não é mesmo? Se trabalha, se perde, se busca, se sofre... e tudo isso para quê? Sim, para lá no final morrer. Totalmente natural. Pena que poucas pessoas aceitam isso de uma forma legal, racional. Mas não há escolha, ainda não se descobriu o elixir da vida (e se descoberto ainda não foi divulgado). E, veja que fantástico!, queremos parecer diferentes uns dos outros (na grande "diversidade" animal) quando, na verdade, nossas vidas são todas iguais. Nascemos todos e morremos todos. Quando eu conseguir ser imortal aí sim, terei "orgulho" de clamar: Sou eu diferente. Mas assim, como estou hoje sou é bem igual aos outros. E se igualar é generalizar. E se generalizar é se tornar comum. E o comum não pode ser diferente. Então, mesmo que eu seja imortal, vou ser igual. Porque generalizei e me tornei tão trivial quanto qualquer outro.
A (enganadora) criatividade.
"É hoje!", você senta na frente de um velho caderno pessoal de redações, dissertações, crônicas (mais seus derivados) e pensa. Um dia chuvoso, perfeito para comer uma pipoquinha e ler um bom livro. Mas não! Você acordou com um ímpeto criativo, com uma vontade louca de colocar algo no papel e sabe que esse "algo" vai ser fantástico. "Claro, é hoje. E vai ficar fantástico! fantástico...". Pega a caneta, e sabe que aquele assunto que há dois dias você vinha pensando em transformar em crônica hoje vai ter a atenção merecida. Concentra. Escreve a primeira linha. "Não, não... preciso começar diferente. Com mais vigor, com mais força. O bom início faz uma boa crônica (é, nem sempre...)." Escreve novamente. E...novamente não gosta. "Pô, mas eu tinha tudo em mente. Acordei pensando nisso. Tinha o texto formado na cabeça. Estava alí, alí..."E a vontade de escrever continua, a criatividade pulsa em seu interior. Você sente. Mas o texto não sai. Simplesmente há algo que impede essa criatividade de se expandir, de se tranformar em algo concreto. Mas... o que será? É, você não sabe. E começa a se preocupar. "Ora, os grandes escritores, principalmente aqueles que têm colunas diárias em algum jornal, não devem sofrer desse mal. O assunto deve existir e facilmente ser desenvolvido no papel." E assim seu sonho de um dia escrever para milhões (não, nem tanto) de leitores assíduos começa a desmoronar. "Deve ser só uma má fase", pensa você. "Isso passa". Mas... e se não passar? "Ahhh, o que eu faço? Preciso escrever, preciso! ". Calma. Respire fundo. Daqui a pouco consegue. Pense em outra coisa. Mas não: "claro que eu não penso em outra coisa. Penso que tudo acabou, isso sim. Já sonhava, até, com a capa do primeiro livro. E tudo acabou.". Não faça tanto drama! Seja positiva! Esqueça a idéia de escrever e vá comer uma pipoca (sem muito sal, que os excessos nunca fazem bem) e ler aquele livro que você precisa devolver na biblioteca amanhã. "Tá aí. Gostei. Vou fazer isso. Mas o que eu queria mesmo era escrever, saiba disso. E estou indo fazer o que tu indicou só por muita insistência, só por isso." Tá, a gente acredita. Então, Ela fecha o caderno, solta a caneta, deita na cama, se satisfaz com o sagrado alimento e se deixa envolver pelos mistérios do Hypnerotomachia.
Viva e deixe morrer.
Como melhorar? Não há forma, não há jeito, não há apoio.
Não sou contra a instituição família, nem há como ser, pois, querendo ou não, eu faço parte de uma. Mas ter família e, principalmente, conviver com ela pode ser terrível. E eu poderia generalizar e falar que as pessoas não sabem o quanto são inconvenientes e estragam os outros seres humanos. O jeito é criar algum forte afastado da civilização e se trancafiar lá, com livros, música, comida (dá pra se ter uma hortinha ao lado do forte...)e água.
Aliada às pessoas que não tem consideração pelo alto grau das outras encontra-se a televisão. Quer coisa mais sem graça que ficar olhando para aquela tela toda pronta, colorida e falante? Ora, ler um livro é muito melhor. O livro tem textura, tem cheiro, tem opções que a imaginação pode usar como quiser. Já a televisão é restritiva (como algumas orações adjetivas!), se absorve o pouco que está ali e pronto. Não há como ir além.
Sons, muitos sons e todos (!) de uma vez só. Como se pode fazer qualquer coisa razoavelmente bem com isso acontecendo? Sério, não há como. Uma televisão e um rádio, os dois ligados juntos. Será que consegue se absorver qualquer informação de ambos os aparelhos? Não sei, não sei. Acho melhor ligar um só e aproveitar totalmente o que por ele "passa". Um proveito de cem por cento, isso sim, isso que todos deveriam querer. Mas tudo bem, acostuma-se (o que é terrível. Tente não se acostumar com as coisas, caro leitor. Se surpreenda com o óbvio [ou melhor: com o que está aqui todos os dias e {quase} ninguém repara].).
Há muito mais o que falar, mas... palavras parecem pouco. Então tenta-se viver, que é o básico que se pode fazer. Como diz Paul McCartney numa de suas canções:"Viva e deixe morrer."
Não sou contra a instituição família, nem há como ser, pois, querendo ou não, eu faço parte de uma. Mas ter família e, principalmente, conviver com ela pode ser terrível. E eu poderia generalizar e falar que as pessoas não sabem o quanto são inconvenientes e estragam os outros seres humanos. O jeito é criar algum forte afastado da civilização e se trancafiar lá, com livros, música, comida (dá pra se ter uma hortinha ao lado do forte...)e água.
Aliada às pessoas que não tem consideração pelo alto grau das outras encontra-se a televisão. Quer coisa mais sem graça que ficar olhando para aquela tela toda pronta, colorida e falante? Ora, ler um livro é muito melhor. O livro tem textura, tem cheiro, tem opções que a imaginação pode usar como quiser. Já a televisão é restritiva (como algumas orações adjetivas!), se absorve o pouco que está ali e pronto. Não há como ir além.
Sons, muitos sons e todos (!) de uma vez só. Como se pode fazer qualquer coisa razoavelmente bem com isso acontecendo? Sério, não há como. Uma televisão e um rádio, os dois ligados juntos. Será que consegue se absorver qualquer informação de ambos os aparelhos? Não sei, não sei. Acho melhor ligar um só e aproveitar totalmente o que por ele "passa". Um proveito de cem por cento, isso sim, isso que todos deveriam querer. Mas tudo bem, acostuma-se (o que é terrível. Tente não se acostumar com as coisas, caro leitor. Se surpreenda com o óbvio [ou melhor: com o que está aqui todos os dias e {quase} ninguém repara].).
Há muito mais o que falar, mas... palavras parecem pouco. Então tenta-se viver, que é o básico que se pode fazer. Como diz Paul McCartney numa de suas canções:"Viva e deixe morrer."
quinta-feira, junho 28, 2007
Máquina do Tempo.
Eu queria uma máquina do tempo. E ela nem precisaria funcionar muito. Uma vez, apenas. Nada de diversos botões ou luzes coloridas e piscantes, nada de idas até qualquer fato histórico conhecido ou famoso. Quem sabe a década de sessenta, no auge dos Beatles? Não, também não.
Uns dez anos, somente. Isso, dez anos é o tempo suficiente para um passeio. Um passeio sem volta, digo. Sim, eu quero voltar. Voltar a ser criança.
Uns dez anos, somente. Isso, dez anos é o tempo suficiente para um passeio. Um passeio sem volta, digo. Sim, eu quero voltar. Voltar a ser criança.
sábado, junho 23, 2007
sobre não entender
Algumas coisas são imperceptíveis. Outras não. E isso é um tanto óbvio, básico como leite e soda. Mas o mais importante é olhar para o céu e agradecer, e isso é um tanto besta, como Lya Luft e seu lado homem Paulo Coelho. Porém, o que realmente vale nesse post é a linha que se segue, acompanhe-a: _______________________________________________________.
Achou o que procurava? Se não procurava coisa alguma saiba que este é o texto (pode não parecer, mas isso ainda é um texto...) errado. Porque, afinal, quem procura pode achar, e quem não procura, com toda a certeza, encontra.
(O cabaré agradece a todos os clientes. Obs: fechado aos sábados.)
Achou o que procurava? Se não procurava coisa alguma saiba que este é o texto (pode não parecer, mas isso ainda é um texto...) errado. Porque, afinal, quem procura pode achar, e quem não procura, com toda a certeza, encontra.
(O cabaré agradece a todos os clientes. Obs: fechado aos sábados.)
sexta-feira, junho 15, 2007
O Hermes nos dias contemporâneos.
Há um burburinho no canto da sala. O que será, pensam os curiosos? Quero saber, suplicam as "sempre atentas". Ohh céus, calem a boca!, exaltam os poucos indiferentes. Sim, nada mais real que a influência divina.
Sobre parar.
Havia decidido parar de postar aqui. Mas minhas decisões são fracas e nulas, então retorno. A criatividade me falta nesses tempos difíceis; apesar disso eu luto. Há alguma forma (tão dolorida quanto não sentir) de retomar a criatividade perdida? Será que isso é só uma fase improdutiva onde minha imaginação pouco lúcida resolveu tirar umas férias? Oremos senhor.
domingo, junho 10, 2007
Lá.
Por algum tempo, que eu não sei quanto nem qual, estarei postando no Campos de Morangos Mofados.
domingo, maio 20, 2007
Com(repet)issão.
A E! disse para a R! : "aposto que eu caio e você não."
Arrumaram as malas e esperam na pista de embarque até janeiro.
Arrumaram as malas e esperam na pista de embarque até janeiro.
sábado, maio 19, 2007
O último.
Caiu, pensou ela. Inclinou a cabeça para cuspir aquele gosto nojento de vermelho. Melhor assim, antes que a tragédia fosse maior. E poderia ser? Aquele cheiro acre e pegajoso, será que continuaria até quando em suas mãos? Lavou. Inúmeras vezes. Tanto esfregou que chegou a sentir quando a camada rosada se despregava da superfície, deixando a vista o intenso da cor viva. Abriu os olhos e os lançou ao redor. Não se reconheceu. E aquele branco claro, úmido como o musgo das árvores mortas, lembrou tudo o que queria esquecer. Desgraçados. Por que fizeram isso? Desgraçados... O corpo doía, a cabeça latejava. Respirava devagar, sem força, para ver se o ódio e o medo passavam. Mas tudo continuava alí. Intacto como a asa daquela borboleta. Contraiu os punhos, fechou a alma, enquanto o teto luminoso despencava sobre sua cabeça. Do resto silêncio, e só.
sábado, abril 28, 2007
Tempo
V: Você sabia que as pessoas mudam?
T: Não, elas não mudam. São sempre as mesmas.
P1: Mãe! O Carlos pegou o meu carrinho!
V: Você sabia que as pessoas mudam?
P2: Devolve isso pro teu irmão, já!
T: Não, elas não mudam. São sempre as mesmas.
P3: Me solta! Eu não quero! Não...
V: Você sabia que as pessoas mudam?
P4: O prédio era muito alto. Não tinha como ela resistir.
P2: Eu disse pra devolver agora!
T: Não, elas não mudam. São sempre as mesmas.
P3: Por favor, não faz isso comigo. Eu não quero ir! Não quero...
V: Você sabia que as pessoas mudam?
P5: Mas por que ela faria isso? Meu deus, por quê?!
P1: Ele não quer devolver mãe!
P3: Me deixa ficar! Por favor! Eu não quero...
T: Não, elas não mudam. São sempre as mesmas.
P5: Tudo! Ela tinha tudo. Não faltava nada pra ela...
V: Você sabia que as pessoas mudam?
T: Não.
T: Não, elas não mudam. São sempre as mesmas.
P1: Mãe! O Carlos pegou o meu carrinho!
V: Você sabia que as pessoas mudam?
P2: Devolve isso pro teu irmão, já!
T: Não, elas não mudam. São sempre as mesmas.
P3: Me solta! Eu não quero! Não...
V: Você sabia que as pessoas mudam?
P4: O prédio era muito alto. Não tinha como ela resistir.
P2: Eu disse pra devolver agora!
T: Não, elas não mudam. São sempre as mesmas.
P3: Por favor, não faz isso comigo. Eu não quero ir! Não quero...
V: Você sabia que as pessoas mudam?
P5: Mas por que ela faria isso? Meu deus, por quê?!
P1: Ele não quer devolver mãe!
P3: Me deixa ficar! Por favor! Eu não quero...
T: Não, elas não mudam. São sempre as mesmas.
P5: Tudo! Ela tinha tudo. Não faltava nada pra ela...
V: Você sabia que as pessoas mudam?
T: Não.
domingo, abril 22, 2007
Errôneas expressões.
Querer um mundo melhor? Não é impossível.
Impossível é tê-lo.
Mas mesmo assim, por favor, façamos nossa parte.
Impossível é tê-lo.
Mas mesmo assim, por favor, façamos nossa parte.
Perda.
Do choro à janela há chuva.
Da perda a dor, da solidão a saudade.
O medo de viver, a cruel realidade.
Chorar não basta, é preciso sofrer.
Quisera que minha dor se resumise em lágrimas, apenas.
Em açucaradas lágrimas.
Nada se compara a dor da perda.
Nem o amor, absoluto rei dos contos de fada.
Dos cavaleiros alados da princesa encantada.
Que sôfrega procura seu príncepe no confuso reino das palavras.
A poesia cruelmente inventada.
E chora e soluça como criança assustada,
Susurrando rezas na floresta assombrada
Descobrindo tristemente que os campos de morango já não existem mais.
Da perda a dor, da solidão a saudade.
O medo de viver, a cruel realidade.
Chorar não basta, é preciso sofrer.
Quisera que minha dor se resumise em lágrimas, apenas.
Em açucaradas lágrimas.
Nada se compara a dor da perda.
Nem o amor, absoluto rei dos contos de fada.
Dos cavaleiros alados da princesa encantada.
Que sôfrega procura seu príncepe no confuso reino das palavras.
A poesia cruelmente inventada.
E chora e soluça como criança assustada,
Susurrando rezas na floresta assombrada
Descobrindo tristemente que os campos de morango já não existem mais.
quinta-feira, abril 05, 2007
Feriados religiosos.
Não tenho nada contra religião nenhuma. Suporto todas, nunca reclamei dos crentes que gritam em vez de falar, nunca fiz nada de impuro dentro de uma igreja, nunca discuti com minha professora de Ensino religioso e nunca duvidei da existência de um deus. A única coisa feia que faço é mentir um pouco.=]
É tão engraçado observar que quando chegam os chamados dias santos as pessoas se tornam "bondosas e solidárias". Ah, como é bonito ver as professoras de bom humor na escola, as pessoas se desejando 'boa páscoa', os vizinhos que nunca te deram um simpels 'olá' sorrirem pra ti. Tudo lindo, tudo maravilhoso. E ainda existem os atos de de caridade, as boas ações. "Doe um quilo de alimento não perecível para os necessitados", "Contribua com um agasalho velho e esfarrapado que tu não usas mais", "Dê aquele bombom de café que sempre sobra para uma crinça faminta". Que generosidade, que auxílio aos sem proteção divina!
Ora, faça-me o favor! Quer fazer uma boa ação? Sorria aos que sorriem pra ti. Demonstre afeto ao que necessitam de um abraço. Converse com aquela pessoa que senta todo dia ao teu lado no ônibus e tu nem sabe como se chama. Isso é ser solidário. E isso não deve ser feito só nessas datas religiosas (que de religiosas nada têm), deve ser feito sempre. Deve ser algo involuntário(sim!), algo instantâneo. Não algo planejado.
Não vou criticar a religião nesse post (não que eu não tenha vontade, longe disso). A pouparei das minhas calúnias infundadas. Mas deixo aqui a minha revolta. Deixo uma pergunta que me enfentou durante toda a semana, em diversos lugares (e que me fez perceber o quão inútil e infeliz sou): Afinal, O QUE É SOLIDARIEDADE?
É tão engraçado observar que quando chegam os chamados dias santos as pessoas se tornam "bondosas e solidárias". Ah, como é bonito ver as professoras de bom humor na escola, as pessoas se desejando 'boa páscoa', os vizinhos que nunca te deram um simpels 'olá' sorrirem pra ti. Tudo lindo, tudo maravilhoso. E ainda existem os atos de de caridade, as boas ações. "Doe um quilo de alimento não perecível para os necessitados", "Contribua com um agasalho velho e esfarrapado que tu não usas mais", "Dê aquele bombom de café que sempre sobra para uma crinça faminta". Que generosidade, que auxílio aos sem proteção divina!
Ora, faça-me o favor! Quer fazer uma boa ação? Sorria aos que sorriem pra ti. Demonstre afeto ao que necessitam de um abraço. Converse com aquela pessoa que senta todo dia ao teu lado no ônibus e tu nem sabe como se chama. Isso é ser solidário. E isso não deve ser feito só nessas datas religiosas (que de religiosas nada têm), deve ser feito sempre. Deve ser algo involuntário(sim!), algo instantâneo. Não algo planejado.
Não vou criticar a religião nesse post (não que eu não tenha vontade, longe disso). A pouparei das minhas calúnias infundadas. Mas deixo aqui a minha revolta. Deixo uma pergunta que me enfentou durante toda a semana, em diversos lugares (e que me fez perceber o quão inútil e infeliz sou): Afinal, O QUE É SOLIDARIEDADE?
domingo, abril 01, 2007
Verdades.
A auto-realização não existe. Como não existe a felicidade e a paz. Existem pequenos momentos onde tu se sentes o melhor, mesmo não sendo, e isso tu chamas erroneamente de auto-realização. Auto-realizar-se seria um estado muito avançado onde se alcança uma grande verdade interior que não necessita de outra futura realização. Parece confuso? E é. Felicidade seria algo dificílimo de se "obter" e que quando "obtida" tornaria-se "eterna até o fim da vida". Mas ela não existe também. Procure ser alegre, que isso sim é possível. Quanto à paz, cuidado. Para se alcançar a dita paz o ser humano teria que "perder" parte de sua essência. E perdendo a essência já não seria mais humano. Então não busque a auto-realização, não tente ser feliz e não promova a paz.
domingo, março 18, 2007
Estrada para a perdição
Encontrar um sentido para a vida. É isso que muitas pessoas buscam. Besta, isso. Não acredito mesmo que a vida tenha algum sentido. E se tiver poderia muito bem ser não ter sentido. Cada dia parece mais complicado focalizar algo e seguir seguir seguir. Não há algo a ser focalizado, a servir como referência. Nem base há. "Ah, mas eu tenho uma base". Bobagem, se não tem um objetivo como vai ter uma base? Difícil. Siga o nada que encontrarás algo. É isso que me resta dizer.
Tão óbvio, não...?
Tão óbvio, não...?
sábado, março 03, 2007
Sobre beijos.
Se gosta de beijar quando se beija alguém se gosta.
Se beija alguém que se gosta e não gostou de beijar se beija
até gostar.
Quanto mais se beija alguém que se gosta,
mais se gosta de beijar.
E quanto mais se gosta de alguém que se beija
se beija até cansar.
Se beija alguém que se gosta e não gostou de beijar se beija
até gostar.
Quanto mais se beija alguém que se gosta,
mais se gosta de beijar.
E quanto mais se gosta de alguém que se beija
se beija até cansar.
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